O erro é ter as janelas fechadas o dia inteiro para guardar o calor. Parece lógico, mas o ar parado enche-se de vapor, os vidros ficam molhados e a casa sente-se mais fria e mais húmida.
Segundo a DECO PROteste, em Portugal é habitual haver mais frio dentro de casa do que na rua, e isso não devia ser normal. O vapor que fica lá dentro agrava o bolor e a sensação de frio.
Cada pessoa liberta vapor de água ao respirar, ao qual se somam os banhos, os tachos, os animais e as plantas. Com tudo fechado, esse vapor não sai. Quando toca no vidro frio, condensa.
A que horas e quanto tempo se deve abrir?
Das 8h às 11h abrem-se as janelas, de preferência opostas, e basta uma pequena frincha.
Das 11h às 16h fecham-se, para aproveitar o sol, e usa-se o desumidificador se for preciso. Em casas maiores, com quatro ou mais pessoas, repete-se a abertura ao meio da tarde.
Segundo João Ferreira Gomes, presidente da associação de fabricantes de janelas eficientes Anfaje, cerca de 40% da energia de aquecimento pode escapar pelas frinchas das janelas.
Arejar de propósito, por pouco tempo, é diferente de ter uma janela que deixa passar ar o dia todo. Passe a mão pelo contorno dos caixilhos num dia de vento e veja se sente corrente.
Segundo a Anfaje, mais de três milhões de casas em Portugal ainda têm janelas antigas com vidro simples. Para esses, o Apoio Vale Eficiência vale muito a pena já que minimiza muito o investimento necessário.
Ao comparar janelas novas, o presidente da associação aconselha a olhar para o valor Uw, que mede o isolamento térmico, e a exigir etiqueta energética Classe+ com classe A ou A+. Um vidro duplo sozinho, avisa, pode não chegar.
O que fazer já esta semana?
Abra as janelas de manhã durante alguns minutos, limpe a condensação dos vidros, ligue o extrator e o exaustor, e tape as frinchas mais evidentes.
Se quiser saber onde está o problema, um higrómetro, à venda a partir de 10 euros, diz-lhe se a humidade passa dos 60%.