O azeite é presença habitual nas cozinhas portuguesas, mas nem sempre é armazenado da melhor forma. A boa notícia é que alguns cuidados simples ajudam a preservar durante mais tempo as características do azeite.
Os 4 fatores que aceleram a degradação do azeite
- Luz solar e iluminação intensa: A clorofila presente no azeite absorve a luz e acelera a reação do oxigénio com a gordura, alterando a cor e gerando o sabor a ranço;
- Fontes de calor: Temperaturas elevadas aceleram as reações químicas de oxidação. Armazenar o azeite ao lado do fogão, do forno ou por cima da máquina da louça degrada o produto em poucas semanas;
- Contacto continuado com o ar: O oxigénio é o reagente direto da oxidação. Garrafas mal vedadas ou muito vazias acumulam ar no seu interior, estragando o conteúdo mais depressa;
- Armazenamento prolongado: Ao contrário do vinho, o azeite não melhora com a idade. O ideal é consumir o produto no próprio ano de colheita.
Regras de ouro para conservar o azeite sempre fresco
- Escolha a embalagem certa: Priorize azeites vendidos em embalagens opacas. As latas metálicas e as garrafas de vidro castanho (âmbar) ou verde-escuro oferecem maior proteção contra os raios luminosos. Garrafas de vidro ou plástico transparente devem ser evitadas;
- Guarde no local correto: O local ideal para armazenamento é um armário fechado e fresco (despensa), onde a temperatura se mantenha estável entre os 15 °C e os 18 °C;
- Evite o frigorífico: Guardar o azeite no frio faz com que solidifique e fique turvo devido à cristalização das gorduras. Embora não estrague o azeite, o choque térmico constante e a humidade acumulada na tampa ao retirar da divisão fria aceleram a degradação;
- Adote a regra dos dois recipientes: Se comprar azeite em bidões grandes (ex.: 5 litros), transfira uma pequena quantidade para uma galheta ou garrafa escura de 250 ml a 500 ml para uso diário. Mantenha a embalagem principal bem selada no escuro.