Com o outono, as plantas passam mais tempo dentro de casa, as divisões ficam mais frescas e há menos luz.
É nesta altura que muita gente repara numa camada branca e felpuda por cima da terra e teme que a planta esteja doente.
Na maioria dos casos, o susto é maior do que o problema. Ainda assim, aquela camada costuma dizer alguma coisa sobre a forma como o vaso está a ser tratado.
O que é aquela camada branca na terra?
Antes de pensar em tratamentos, convém saber que toda a terra de vaso tem fungos. O que aparece à superfície costuma ser um fungo saprófita, que se alimenta de matéria orgânica em decomposição, como restos de folhas ou pedaços de casca na mistura.
Segundo um especialista do Ask Extension, o serviço de perguntas e respostas da rede de extensão universitária dos Estados Unidos, este bolor é inofensivo e mais um sintoma do que uma doença.
Onde entra a rega nesta história?
Com menos luz e temperaturas mais baixas, a terra demora mais a secar, e a rega de verão deixa de servir. Noutra resposta do Ask Extension, os especialistas explicam que este fungo é comum à superfície da terra quando há excesso de rega e o substrato se mantém molhado.
No entanto, a quantidade de água nem sempre é a culpada. No outro caso, o especialista aponta que o problema está mais vezes na falha de drenagem do vaso do que na rega em si. Quando a água não escoa, as raízes podem apodrecer, o que atrasa o crescimento e amarelece a planta.
O primeiro passo para que o bolor não volte é deixar a terra secar um pouco mais entre as regas. Se o bolor persistir, a sugestão é tirar a planta do vaso, ver se há raízes podres, garantir que a água escoa para um prato e replantar em terra nova.
Raspar a camada de cima melhora o aspeto, mas, como mostra um dos casos, o bolor volta se a causa não mudar. No fundo, é um aviso de que o vaso recebe mais água do que consegue escoar ou gastar.