O desumidificador baixa a humidade do ar, mas não resolve a origem do problema.
Vidros embaciados logo de manhã, cheiro a mofo no armário e manchas escuras de bolor no teto levam muita gente a comprar um desumidificador.
Este eletrodoméstico retira vapor de água do ar e ajuda a manter as superfícies secas, principalmente nos meses mais frios e chuvosos. O problema é que trata a consequência e não a causa.
Se a humidade vier de uma fuga num cano ou de uma infiltração na parede, o depósito enche todos os dias, mas a água continua a entrar e a mancha vai continuar a alastrar-se.
O que verificar antes de comprar?
Antes de gastar dinheiro, vale a pena perceber efetivamente de onde vem a água.
- Procure fugas em canos, telhado, caleiras e janelas, porque muitas ficam escondidas atrás de móveis ou dentro das paredes e passam meses sem ninguém reparar.
- Veja se a parede está molhada ao toque ou se a mancha sobe a partir do chão, já que nestes casos a origem costuma ser estrutural e exige a visita de um técnico.
- Areje a casa todos os dias, nem que seja durante alguns minutos, e evite secar roupa dentro de casa com as janelas fechadas, porque o vapor fica preso nas divisões.
Como escolher?
Se a causa estiver resolvida, ou se o problema for apenas condensação, o desumidificador passa a ser uma boa ajuda.
Para espaços amplos e muito húmidos, aconselha-se modelos com maior capacidade de extração.
Esses modelos têm um senão. Se o reservatório for pequeno, tem de o esvaziar com mais frequência, e por isso convém olhar também para o tamanho do depósito.
Por fim, opte por um modelo com higróstato, o componente que liga e desliga o equipamento consoante a humidade que definir.