Paredes com manchas escuras, cheiro a mofo e vidros embaciados de manhã são sinais que quase todas as casas conhecem no inverno.
Perante isto, a primeira ideia costuma ser comprar um desumidificador. O aparelho pode ajudar, mas ligá-lo sem saber de onde vem a água é uma aposta que nem sempre sai bem.
Convém lembrar que o ar tem sempre vapor de água. O excesso aparece sobretudo quando a casa arrefece e esse vapor se transforma em gotas nas superfícies frias.
Segundo a DECO PROteste, estes aparelhos ajudam a manter a humidade relativa entre 40% e 60%, o que reduz a possibilidade de bolores, fungos e condensações nas superfícies. É por isso que o bolor volta sempre que o ar continua húmido.
O que há para verificar antes de o ligar?
A humidade numa parede pode ter duas origens muito diferentes, e só uma delas se resolve com um aparelho. Pode ser condensação do vapor que se forma dentro de casa, ou infiltração, quando a água vem da própria construção.
Segundo o Postal, um teste simples com papel de alumínio ajuda a perceber a diferença: prende-se uma folha à parede com fita adesiva e deixa-se ficar cerca de 48 horas.
Se a água aparecer do lado de fora do papel, aponta para condensação. Se surgir entre a folha e a parede, a situação merece mais atenção, porque sugere que a humidade vem da própria parede.
Como escolher o desumidificador certo?
Depois de descobrir a origem, entra o aparelho. Deve olhar primeiro para a capacidade de extração, que indica os litros de água que o modelo retira em 24 horas, e dar preferência a um higróstato digital, que mostra a humidade da divisão e permite definir o valor pretendido.
Se a causa for condensação, é o cenário em que um desumidificador faz sentido. Se for infiltração, o aparelho pode aliviar o ar, mas não resolve a entrada de água.