Uma abóbora esculpida já não se come, mas isso não quer dizer que tenha de ir toda para o lixo. Todos os anos, depois do dia Halloween, as lanternas ficam à porta a murchar, a atrair insetos e a ganhar bolor.
Dá pena deitar fora uma abóbora inteira, sobretudo quando a polpa ainda parece boa. Há três formas de lhe dar melhor destino, e todas dependem de a abóbora ter sido aberta ou não: cozinhar uma que nunca foi cortada, torrar as sementes e compostar o resto.
Posso comer a abóbora depois de a esculpir?
Reaproveitar parece a ideia mais sensata, afinal é comida que já está em casa. O
problema começa no primeiro corte.Kimberly Baker, da Universidade de Clemson, explica à HuffPost que a abóbora tem pouca acidez, por isso os microrganismos multiplicam-se depressa na polpa cortada.
Cozinhar também não garante que desapareçam. A regra é simples: a abóbora serve de ingrediente ou de decoração, nunca das duas coisas. Dentro ou fora de casa, uma lanterna já esculpida não deve ir para o tacho.
E se a abóbora nunca foi cortada?
Quem ainda vai a tempo pode decorar a abóbora sem a abrir e continuar a ter comida para a cozinha. Tinta, autocolantes e pompons resolvem.
Antes de cozinhar, corte as zonas pintadas e lave a casca com água. A polpa dá para sopas, purés, compotas e sobremesas.
As sementes também se aproveitam?
Ao esvaziar a abóbora, as sementes costumam ir direitas para o lixo, apesar de serem a parte mais fácil de salvar.
Basta retirá-las logo ao abrir a abóbora, lavá-las e torrá-las no forno com um pouco de sal. Se não der para torrar de imediato, guarde-as no frigorífico até ao momento. Ficam um bom aperitivo.
O que fazer à lanterna depois do Halloween?
Passada a festa, sobra uma lanterna já mole e sem destino à vista. O melhor é fazer compostagem caseira, onde a abóbora se decompõe depressa e devolve nutrientes à terra.
Retire primeiro a vela e os restos de tinta. Quem não tem essa hipótese pode deitá-la no contentor dos biorresíduos, se o município o disponibilizar.