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Muitos portugueses usam radiadores elétricos no inverno e cometem este erro que sai muito caro

A DECO PROteste recomenda usar os radiadores elétricos apenas de forma pontual, já que deixá-los ligados durante horas vai aumentar significativamente a fatura de eletricidade.

radiador
Imagem gerada por IA

O erro que mais pesa na fatura de quem aquece a casa com um radiador elétrico é deixá-lo ligado durante horas, quando a recomendação é usá-lo de forma pontual.

Com as primeiras noites frias, o radiador elétrico é das soluções que mais depressa saem do armário: é barato, não pede instalação e aquece o espaço à sua volta sem demora.

O problema costuma aparecer semanas depois, na fatura da eletricidade, quando o aparelho que parecia a opção económica passa a ser dos que mais pesam.

Porque é que um aparelho barato pode sair caro?

O preço baixo na loja é o argumento que mais pesa na escolha. Segundo a DECO PROteste, os aquecedores portáteis, onde se incluem os termoventiladores, os convectores, os emissores e os radiadores a óleo, lideram as preferências dos portugueses por serem os mais baratos e fáceis de transportar.

A associação alerta, no entanto, que podem fazer subir muito a fatura da eletricidade e que a utilização deve ser pontual, porque o uso prolongado tem um peso elevado na conta.

Num cálculo da organização de defesa do consumidor, um aquecedor portátil de 2000 watts consome 480 kWh por ano se for usado quatro horas por dia durante 60 dias.

Durante quanto tempo deve ficar ligado?

Quem deixa o radiador a trabalhar a noite toda raramente pensa no que isso significa em consumo, porque o calor sente-se de forma constante e o aparelho parece estar a fazer o seu trabalho.

A DECO PROteste aconselha, seja qual for o aquecedor, a evitar deixá-lo a funcionar durante longos períodos e, quando a temperatura começa a ser excessiva, a desligá-lo ou a baixar o termóstato para que o aparelho pare.

O radiador a óleo pede um cuidado extra, porque depois de desligado continua a emitir calor até o óleo arrefecer.

Que temperatura convém manter?

A sensação de frio leva muitas vezes a subir a regulação até a divisão ficar quente demais. No inverno, a DECO PROteste indica que a temperatura de conforto se situa entre os 18 e os 20 graus e que valores acima destes representam maiores consumos de energia.

Por isso recomenda dar preferência a modelos com painel digital, que permitem regular a temperatura com mais precisão.

Que outros cuidados ajudam a gastar menos?

O calor só rende se ficar dentro da divisão, e a DECO PROteste lembra que convém manter portas e janelas fechadas e bem calafetadas e usar cortinados pesados e tapetes, que ajudam a isolar a casa do frio.

Nos dias de sol, abrir os cortinados deixa entrar os raios, e à noite fechar os estores trava as perdas para o exterior.

O aparelho não deve ficar junto às janelas, para o calor não se dissipar, nem ter nada à frente, e desligá-lo da corrente quando não está a ser usado evita o consumo em standby.

Se o objetivo for combater o ar húmido e não apenas aquecer, vale a pena ver antes os erros que custam dinheiro com o desumidificador.

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