Basta o tempo virar para o estendal ocupar a sala, e a roupa que devia estar pronta ao fim do dia ainda está húmida na manhã seguinte.
Ao terceiro dia, já cheira a mofo. A reação habitual é procurar mais calor, de um radiador ou de um aquecedor, ou comprar um aparelho para tirar a humidade. Quase ninguém pensa no sítio onde o problema realmente começa.
Lá fora, o vento leva a humidade embora. Dentro de casa, a água que sai da roupa fica no ar da divisão, e quanto mais húmido o ar, mais devagar a roupa seca. É um círculo que se alimenta a si próprio e que ainda favorece o aparecimento de bolor nas paredes.
Qual é o truque que faz diferença?
Antes de estender, o que conta é tirar o máximo de água possível, porque cada gota que fica na roupa acaba no ar da casa.
Bastam mais dez minutos de centrifugação no fim da lavagem para a roupa reter menos água e secar mais depressa no estendal. Nas peças delicadas convém confirmar a etiqueta antes de repetir.
Os radiadores e o desumidificador ajudam?
Juntar calor ao estendal parece lógico, mas o Postal avisa que pôr a roupa diretamente nos radiadores pode agravar a humidade da casa. O desumidificador é a alternativa mais falada.
A DECO PROteste comparou-o com uma máquina de secar com bomba de calor e concluiu que secar roupa com ele custa quase quatro vezes mais.
Em casas muito húmidas é eficaz a tirar a água do ar, mas, sem problemas de condensação, não compensa comprá-lo só para secar roupa.
A ordem que mais compensa é então tirar a água na máquina, estender com calma e deixar o aparelho para o fim, se a casa tiver mesmo humidade a mais.