O aquecedor a óleo não é, por si só, mais económico do que um termoventilador com a mesma potência. Ambos usam resistência elétrica e, se tiverem 2.000 W, consomem 2 kWh por cada hora em que estejam efetivamente a trabalhar no máximo.
A grande diferença aparece quando a comparação é feita com um ar condicionado em modo de aquecimento, que funciona como bomba de calor e consegue fornecer mais calor por cada kWh consumido.
Quanto custa uma hora de aquecedor a óleo?
A conta é simples: potência em kW × preço do kWh = custo por hora. Esta é a fórmula. Agora temos em conta que um radiador de 2.000 W corresponde a 2 kW e a uma referência de 0,21 €/kWh, o que resulta em: 2 kW × 0,21 € = 0,42 € por hora. Vamos arredondar para cerca de 0,40 € por hora.
Se estiver ligado oito horas por dia, sempre à potência máxima, seriam aproximadamente 3,36 € por dia e pouco mais de 100 € num mês de 30 dias. Mas este é um cenário máximo: um aparelho com termóstato não está necessariamente a consumir os 2.000 W durante todas essas horas.
E há uma ideia importante que muitas vezes causa confusão: o facto de ser “a óleo” não torna o radiador mais barato por hora do que outro aquecedor elétrico de resistência. Um termoventilador de 2.000 W, ligado continuamente na potência máxima, terá essencialmente o mesmo consumo elétrico.
Então, em que divisão compensa usar um aquecedor a óleo?
A resposta depende menos do tipo de divisão e mais de quanto tempo pretende aquecê-la, da área e do isolamento da casa.
A DECO PROteste usa como referência cerca de 1.000 W por cada 15 m² e aponta 2.000 a 2.500 W para uma sala de 30 m².
Quarto: é uma das situações em que faz mais sentido
Para um quarto pequeno ou médio, o radiador a óleo pode ser uma opção confortável, sobretudo quando se pretende manter uma temperatura relativamente estável durante algum tempo. A DECO PROteste considera os termoventiladores menos adequados aos quartos precisamente por serem mais ruidosos.
Melhor escolha: radiador a óleo para aquecimento prolongado e silencioso; termoventilador se precisar apenas de aquecer rapidamente o quarto durante alguns minutos.
Sala: funciona, mas depende do tamanho
Numa sala pequena ou média, um radiador a óleo de potência adequada pode cumprir bem a função. Numa sala grande, porém, pode demorar mais tempo a elevar a temperatura. A potência deve ser adequada à área e às características da divisão.
Se já existe ar condicionado com função de aquecimento, a comparação muda: o ar condicionado tende a ser bastante mais eficiente energeticamente. A DECO PROteste considera-o o equipamento de aquecimento mais eficiente entre estas soluções elétricas.
Casa de banho: termoventilador ganha pela rapidez
Se o objetivo é entrar numa casa de banho fria e aquecê-la rapidamente durante pouco tempo, um termoventilador pode ser mais adequado porque movimenta o ar e fornece calor imediatamente.
O radiador a óleo demora mais a aquecer e, segundo a DECO PROteste, os modelos deste tipo são mais lentos a aquecer o espaço.
Escritório: o radiador a óleo pode ser uma boa solução
Num escritório ou divisão onde permanece sentado durante várias horas, o silêncio passa a ser uma vantagem. Um termoventilador pode aquecer rapidamente, mas a ventoinha e o fluxo de ar podem tornar-se incómodos ao longo do dia.
Se houver ar condicionado reversível instalado, porém, este pode proporcionar o mesmo aquecimento com menor consumo de eletricidade, dependendo da eficiência do equipamento e das condições de utilização.
Radiador a óleo ou termoventilador: qual gasta menos?
Um radiador a óleo de 2.000 W e um termoventilador de 2.000 W consomem aproximadamente 2 kWh por cada hora de funcionamento à potência máxima.
A diferença está na forma como entregam o calor.
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Situação |
Melhor opção |
|---|---|
|
Aquecer rapidamente uma divisão |
Termoventilador |
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Aquecimento durante várias horas |
Radiador a óleo |
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Quarto |
Radiador a óleo |
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Casa de banho por poucos minutos |
Termoventilador |
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Silêncio |
Radiador a óleo |
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Aquecer toda uma casa com eficiência |
Ar condicionado |
A DECO PROteste alerta, aliás, que os aquecedores portáteis são sobretudo indicados para utilização pontual e localizada devido ao seu consumo elétrico.
E contra o ar condicionado?
Aqui está a diferença que pode pesar mais na fatura. Um radiador elétrico transforma a eletricidade diretamente em calor: 1 kWh de eletricidade fornece aproximadamente 1 kWh de calor.
Um ar condicionado com bomba de calor consegue aproveitar energia térmica do exterior. Um equipamento com SCOP 4, por exemplo, pode fornecer aproximadamente 4 kWh de calor por cada kWh de eletricidade consumido, em determinadas condições médias de funcionamento.
Num exemplo simples, para produzir 2 kWh de calor:
- Radiador a óleo de 2.000 W: cerca de 2 kWh de eletricidade.
- Ar condicionado com SCOP 4: cerca de 0,5 kWh de eletricidade.
É por isso que o ar condicionado pode ser muito mais económico quando o objetivo é aquecer uma divisão durante várias horas. A DECO PROteste também conclui que o ar condicionado apresenta uma das melhores relações entre custo de energia e aquecimento.
Para aquecer uma divisão pequena durante algumas horas, um radiador a óleo pode fazer sentido pela simplicidade, silêncio e conforto. Para aquecer rapidamente, o termoventilador leva vantagem. Mas, se já tiver um ar condicionado reversível e pretender aquecer regularmente durante muitas horas, é geralmente essa a opção mais económica em eletricidade.
O maior erro é escolher o aparelho apenas pelo preço de compra. Para perceber quanto vai realmente gastar, olhe para a potência, horas de utilização, termóstato, área da divisão e eficiência do sistema.