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Farmácias versus supermercados: Medicamentos chegam a custar mais 173%

Comprar medicamentos sem receita médica nas farmácias tradicionais pode custar quase o triplo do que nos espaços de saúde dos supermercados. A conclusão é de um estudo recente da DECO PROteste.

Caixas de comprimidos
Imagem ilustrativa Crédito@Pixabay

As maiores diferenças de preço

A DECO PROteste fez uma análise de mercado e concluiu que é mais barato comprar medicamentos de venda livre nos espaços de saúde associados aos supermercados do que nas farmácias.

A maior discrepância detetada pela organização de defesa do consumidor envolve os analgésicos mais procurados pelos portugueses:

  • Paracetamol Generis 500 mg (20 unidades): Varia entre 0,99 € e 2,70 €, representando uma diferença de 173%.
  • Voltaren 25 (20 cápsulas): Disparidade de preços a rondar os 70%.
  • Strepfen Mel e Limão (24 unidades): Diferença também próxima dos 70%.
  • Voltaren Emulgelex 20 mg/g (180 g): Registou o menor hiato entre estabelecimentos, mas ainda assim atinge os 38%.

Qual é o espaço de saúde mais barato?

Entre as grandes superfícies comerciais, a análise da DECO PROteste revela que a Wells (grupo Sonae) apresenta, em média, o cabaz de medicamentos sem receita mais económico:

  • Bem-estar (Pingo Doce): 1% mais caro do que a Wells.
  • Saúde e Bem-Estar (Auchan): 3% mais caro.
  • Espaço Saúde (El Corte Inglés): 6% mais caro.

Desde a entrada em vigor da lei em 2005, que permitiu a venda de Medicamentos Não Sujeitos a Receita Médica (MNSRM) fora das farmácias em locais autorizados pelo Infarmed, os preços foram liberalizados.

Apesar da expectativa inicial de que a concorrência fizesse baixar o custo geral dos fármacos, os estudos continuados da DECO PROteste mostram que os preços globais continuam a subir, tornando a escolha do ponto de venda o fator determinante para poupar.

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